Capítulo 13
O sentimento de Agamenon era de ter perdido totalmente o dia, mas ao retornar para o hotel ao poucos assume um ar triunfante. Lembra que finalmente se livrou de um problema com a carteira de identidade nova em mãos e o endereço atualizado do Conselho de medicina para ir, no dia seguinte. Além disso, a promessa do delegado de procurar pelo seu filho mais jovem, o deixava mais tranqüilo, já não estava tão só numa busca de resultados incertos.
O pai de Heloisa, ao ver o médico entrar no saguão, fica petrificado e com expressão de medo, havia cometido algum engano ou ele não estaria voltando com expressão tão tranqüila. Com receio de encarar Agamenon, pega a chave do quarto e entrega, para sua surpresa, o médico bate no seu ombro suavemente.
- Obrigado, muito obrigado por tudo, resolveu grande parte dos meus problemas. Vou tomar um banho e se Heloisa estiver ai, diga que a convido para comemorar uma grande novidade. – O médico já estava próximo da escada quando se voltou e sorriu. - Por falar em sua filha, ainda não sei o nome do senhor!
- Fausto...!
- Obrigado, Fausto! – Agamenon acena amistosamente e sobe a escada repetindo o nome do dono do hotel. – Fausto, Senhor Fausto...
Assim que saiu do banho, Agamenon ainda enrolado na toalha ouve alguém bater na porta, vai atender e encontra Heloisa sorridente.
- Salve, salve! O que lhe aconteceu o dia inteiro?
- Fui preso! Estava na delegacia.
- Não entendi!
- Eles desconfiaram de mim, seu pai me denunciou com suspeita de alguma coisa, eles me levaram e resolveram quase todos os meus problemas. Depois de você, foi a melhor coisa que me aconteceu aqui nessa cidade horrorosa.
Com uma expressão desconcertada, Heloisa senta na cama enquanto ele fecha a porta.
- Então eu fui uma coisa boa em sua vida?
- Não sei explicar, mas garanto que melhor não poderia ser. Vou terminar de me vestir, vamos sentar em um bar qualquer por perto e eu lhe conto enquanto bebermos uma cerveja.
- Antes venha cá! Deixe-me dar uma olhada em você! – Ela o mirou da cabeça aos pés com ar malicioso nos lábios. - Quero ver se não falta alguma coisa!
Assim que Agamenon se aproxima, ela puxa a toalha o deixando completamente despido. Sem esperar o médico desfazer a expressão de surpresa e constrangimento, ela levanta-se e começa se despir com a expressão de desejo ardendo nas faces.
Os dois se beijam com muita voracidade e caem na cama. Pela primeira vez Heloisa mostra para Agamenon que as mulheres não esperam mais os homens comandarem as ações no sexo, desce beijando pelo peito do amante. Ele se deixa envolver entre curioso e satisfeito, Agamenon suspira deliciado como nunca imaginara ser possível.
Algum tempo depois, já no bar, Heloisa deita a cabeça no ombro dele que olhando o céu acaricia seus cabelos enquanto conta a sua história.
- Sabe de uma coisa Heloisa...? Não sei se consigo viver normalmente. Ainda tenho muita coisa para aprender.
- Você é um homem culto e de comportamento cientifico. Encare como uma experiência que começou no meio do caminho. – Heloisa fala com voz mansa, pegando um kibe num pratinho sobre a mesa.
- Tem os computadores. Coisa maluca que só conhecia como uma invenção do futuro, telefones que não precisam de fios por todos os lados. Ainda ontem, vi dois homens andando lada a lado e falando com esses aparelhos colocados no ouvido, na hora não entendi, mas o policial Andrade, me disse o que era.
- Tenha calma e vai se adaptar novamente.
- Não sei..., Tenho minhas duvidas! – Ele apertou os lábios. – Serei sempre um deslocado!
- Eu ajudo! – Heloisa segura o rosto de Agamenon e enxuga uma lagrima que escorre solitária no rosto com expressão pensativa.
O sentimento de Agamenon era de ter perdido totalmente o dia, mas ao retornar para o hotel ao poucos assume um ar triunfante. Lembra que finalmente se livrou de um problema com a carteira de identidade nova em mãos e o endereço atualizado do Conselho de medicina para ir, no dia seguinte. Além disso, a promessa do delegado de procurar pelo seu filho mais jovem, o deixava mais tranqüilo, já não estava tão só numa busca de resultados incertos.
O pai de Heloisa, ao ver o médico entrar no saguão, fica petrificado e com expressão de medo, havia cometido algum engano ou ele não estaria voltando com expressão tão tranqüila. Com receio de encarar Agamenon, pega a chave do quarto e entrega, para sua surpresa, o médico bate no seu ombro suavemente.
- Obrigado, muito obrigado por tudo, resolveu grande parte dos meus problemas. Vou tomar um banho e se Heloisa estiver ai, diga que a convido para comemorar uma grande novidade. – O médico já estava próximo da escada quando se voltou e sorriu. - Por falar em sua filha, ainda não sei o nome do senhor!
- Fausto...!
- Obrigado, Fausto! – Agamenon acena amistosamente e sobe a escada repetindo o nome do dono do hotel. – Fausto, Senhor Fausto...
Assim que saiu do banho, Agamenon ainda enrolado na toalha ouve alguém bater na porta, vai atender e encontra Heloisa sorridente.
- Salve, salve! O que lhe aconteceu o dia inteiro?
- Fui preso! Estava na delegacia.
- Não entendi!
- Eles desconfiaram de mim, seu pai me denunciou com suspeita de alguma coisa, eles me levaram e resolveram quase todos os meus problemas. Depois de você, foi a melhor coisa que me aconteceu aqui nessa cidade horrorosa.
Com uma expressão desconcertada, Heloisa senta na cama enquanto ele fecha a porta.
- Então eu fui uma coisa boa em sua vida?
- Não sei explicar, mas garanto que melhor não poderia ser. Vou terminar de me vestir, vamos sentar em um bar qualquer por perto e eu lhe conto enquanto bebermos uma cerveja.
- Antes venha cá! Deixe-me dar uma olhada em você! – Ela o mirou da cabeça aos pés com ar malicioso nos lábios. - Quero ver se não falta alguma coisa!
Assim que Agamenon se aproxima, ela puxa a toalha o deixando completamente despido. Sem esperar o médico desfazer a expressão de surpresa e constrangimento, ela levanta-se e começa se despir com a expressão de desejo ardendo nas faces.
Os dois se beijam com muita voracidade e caem na cama. Pela primeira vez Heloisa mostra para Agamenon que as mulheres não esperam mais os homens comandarem as ações no sexo, desce beijando pelo peito do amante. Ele se deixa envolver entre curioso e satisfeito, Agamenon suspira deliciado como nunca imaginara ser possível.
Algum tempo depois, já no bar, Heloisa deita a cabeça no ombro dele que olhando o céu acaricia seus cabelos enquanto conta a sua história.
- Sabe de uma coisa Heloisa...? Não sei se consigo viver normalmente. Ainda tenho muita coisa para aprender.
- Você é um homem culto e de comportamento cientifico. Encare como uma experiência que começou no meio do caminho. – Heloisa fala com voz mansa, pegando um kibe num pratinho sobre a mesa.
- Tem os computadores. Coisa maluca que só conhecia como uma invenção do futuro, telefones que não precisam de fios por todos os lados. Ainda ontem, vi dois homens andando lada a lado e falando com esses aparelhos colocados no ouvido, na hora não entendi, mas o policial Andrade, me disse o que era.
- Tenha calma e vai se adaptar novamente.
- Não sei..., Tenho minhas duvidas! – Ele apertou os lábios. – Serei sempre um deslocado!
- Eu ajudo! – Heloisa segura o rosto de Agamenon e enxuga uma lagrima que escorre solitária no rosto com expressão pensativa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário